Economia 

Quilo do tomate custa de R$ 2,49 a R$ 6,99 em supermercados de Santa Maria 

Mariana Fontana

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Para quem gosta de uma salada ou não dispensa um molho bem caprichado, o preço do tomate tem sido um tanto indigesto nos últimos tempos. O produto, que passou de mocinho a vilão diversas vezes, tem sofrido grande variação. Em Santa Maria, ele está na lista dos três itens que mais subiram no mês de junho, com uma variação que chegou a 18%. 

O Diário pesquisou, na segunda-feira, o quilo do produto em 10 supermercados da cidade e encontrou uma variação no preço que chegou a 180% entre todas as variedades consultadas.Foram pesquisados o preço do quilo do tomate longa vida, do italiano e do gaúcho, variedades encontradas nos locais consultados. Entre os três tipos do produto, a oscilação nos preços foi de R$ 2,49, no mercado mais barato, a R$ 6,99, no mais caro, uma diferença que chega a R$ 4,50.

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O longa vida foi o mais encontrado, estando à venda nos 10 estabelecimentos consultados. Nessa variedade, os preços vão de R$ 2,49 a R$ 4,99, o que corresponde a uma variação de 100%. O italiano, um pouco mais caro que o longa vida, estava sendo vendido por valores entre R$ 4,45 e R$ 6,28, uma diferença de 41%. O tipo gaúcho foi encontrado em apenas um supermercado, ao preço de R$ 6,99, o quilo. 

– O preço do tomate está um assalto à mão armada, é um absurdo, a gente percebe que subiu muito. Tenho reduzido o uso, só deixo para salada e, ainda assim, diminuí o consumo. Às vezes, para ter um produto melhor, a gente acaba pagando mais caro – afirma o empresário Arielson Muterle, 49 anos.

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A mudança no hábito de consumir tomate não é exclusiva do empresário. De acordo com o gerente comercial da Fruteira Maria, Sandro Roberto Biacchi, o hortifruti de forma geral vem tendo um ano complicado, o que influencia o hábito do consumidor. 

Segundo ele, nesta época, em que não há produção do alimento no Rio Grande do Sul, e o produto é comprado da região Centro-Sul, em especial de São Paulo e Goiás, a alta nos preços é inevitável. Além disso, a quebra de safra também influenciou os preços.

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– A gente percebe que, com o passar do tempo, o tomate não baixou mais como antes. Subiu e assim se manteve. Mesmo quando tem safra aqui (entre novembro e janeiro), o preço não baixa tanto, porque os pequenos produtores estão abandonando a produção e ficam só os grandes, que acabam manipulando os preços. O que influencia é o preço: se estiver muito alto, diminui a procura – explica Biacchi.

Conforme o economista Mateus Frozza, responsável pelo ICVSM, nos últimos anos, o aumento do preço do tomate foi expressivo. Em 2014, durante o ano, chegou a variar 13,3%. O economista explica que, a partir dessa semana, os preços devem baixar nas gôndolas:

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